O Filo Arthropoda (do grego, arthron= articulação; podos= pés) é representado por animais que apresentam o corpo segmentado com apêndices articulados, como os insetos, escorpiões, aranhas, ácaros e caranguejos. Ademais, uma característica específica é a presença de um exoesqueleto resistente e impermeável, formado por quitina, que recobre todo o corpo do animal e se separa por seções finas e flexíveis para a formação de articulações.
Em especial, essa característica com as mudanças ao longo do tempo permitiu grande distribuição e adaptação desse grupo a diversas condições, podendo ser encontrados nos trópicos dos polos sul e norte, em fossas abissais marinhas e em altas altitudes. Além de adaptações para o ar, meio terrestre, água doce, salobra e salgada, e até mesmo dentro ou sobre corpos de animais e plantas.
Entretanto, por consequência do aparecimento do exoesqueleto cuticular, diversas modificações foram causadas nesses animais, sendo denominadas “processo de artropodização”. Essa estrutura não se expande, permitindo várias trocas de revestimento externo até que o animal atinja à fase adulta. Assim, o crescimento corporal exigiu novas mudas controladas por hormônios. Esse processo, denominado ecdise ou muda, permite o crescimento em determinados tempos, podendo ocorrer de quatro a sete vezes, continuando em alguns casos essa mudança quando adultos.
Os artrópodes são protostômio eucelomados com sistemas de órgãos bem desenvolvidos. Apresentam uma série linear de metâmeros, cada um com um par de apêndices articulados, variando este padrão dentro do filo. Usualmente são animais ativos, com muita energia, podendo ser onívoros, herbívoros e carnívoros. Todavia, a maioria é herbívora, sendo dependentes de algas e vegetais para a sua nutrição, em grande parte das espécies aquáticas e terrestres.
Esses animais têm uma percepção muito eficaz do que acontece em seu ambiente, em razão da variedade de órgãos sensoriais encontrados neste filo como: olhos compostos, olfato, tato, equilíbrio e até mesmo a recepção química.
Para a reprodução, em geral, os sexos são separados com órgãos reprodutores pareados e um sistema de ductos. Usualmente ocorre fertilização interna (externa em algumas espécies aquáticas). Podem ser ovíparos ou ovovivíparos, e frequentemente ocorre metamorfose. Em alguns casos pode ocorrer partenogênese.
Além disso, possuem grande importância, mesmo exercendo competições com os seres humanos. São fundamentais na polinização de vegetais usados na alimentação humana, além de servir como alimento e ser utilizados na produção de substâncias (fármacos) e de produtos como a seda e o mel.
Curiosidades
• Estima-se que exista 1.000.000 espécies, sendo apenas 85% conhecida pelo homem.
• Alguns artrópodes ultrapassam 60 cm de comprimento, sendo a maioria abaixo desse tamanho.
• O maior artrópode é o caranguejo japonês do gênero Macrocheira, podendo atingir os 4 metros.
• O menor conhecido é o ácaro do gênero Demodex, medindo menos de 0,1 mm de comprimento.
Texto: Jaqueline Roberta Pereira da Costa
jaquelinerobertaub@hotmail.com
Referências
HICKMAN C.P.; ROBERTS, L.S & LARSON, A. 2004. Princípios Integrados de Zoologia. Ed. Guanabara-Koogan. 846p.
MOYES,C.D. & SCHULTE 2010. Princípios de Fisiologia Animal. 2ª.Ed. Artmed. 756p.


