A Amazônia
É o maior bioma do Brasil, com extensão territorial de pouco mais de 44.196.943 km2 (IBGE, 2004), ou seja, cerca de 49,3% de todo o território nacional. Localizado no norte do país, abrange os estados do Pará, Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia, Roraima e algumas partes no Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
Abriga quase um terço de das espécies que vivem em nosso planeta, e também é onde se encontra a maior bacia hidrográfica do mundo: a bacia Amazônica. Diariamente são descobertas novas espécies de animais e plantas nesse bioma.
No Brasil, são encontrados ao menos 311 mamíferos, 1.300 aves, 273 répteis, 232 anfíbios e 1800 peixes continentais (MMA, 2008). Alguns exemplos de animais que podemos encontrar na Amazônia são: o macaco-aranha-preto (‘Ateles paniscus), o boto-cor-de-rosa (‘Inia geoffrensis’), o sapo-de-chifre-da-amazônia (‘Ceratophrys comuta), a cobra cascavel (‘Crotalus sp.’), o tucanuçu (‘Ramphastos toco’) e o bicho-preguiça (‘Bradypus variegatus’).
De acordo com a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), são cerca de 30 milhões de espécies de animais ao longo de toda extensão do bioma Amazônia. Mesmo com tamanha grandeza, sua fragilidade não se esconde.
A floresta vive a partir da sua própria matéria orgânica, sendo que qualquer interferência antrópica pode alterar bruscamente seu equilíbrio, de forma irreversível. A importância da Amazônia para o planeta é inquestionável, por isso, ações de preservação devem ser realizadas sempre.
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Caatinga
Ocupando cerca de 844.453 km² de extensão (IBGE, 2004), o que é equivalente a 11% do território nacional, a Caatinga é o único bioma com distribuição exclusivamente brasileira. Abrange o nordeste do país, nos estados do Ceará, Alagoas, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Piauí e o norte de Minas Gerais.
O clima do local é semiárido, onde em época de seca a vegetação se encontra esbranquiçada, por isso o nome Caatinga (caa=mata; tinga=branca), que significa “floresta branca” no tupi. Entretanto, em período de chuvas a paisagem muda de cor para vários tons esverdeados. Com uma biodiversidade riquíssima, o bioma abriga cerca de 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios e 241 de peixes (dados: Ministério do Meio Ambiente, 2015).
A caatinga é um bioma que se destaca entre os outros, pois a maior parte das espécies ali que vivem possuem uma grande capacidade de adaptação, devido à escassez de água (maior período é de secas). Dentre os diversos exemplos de animais da Caatinga, temos a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), considerada como símbolo do bioma, mas, infelizmente, se encontra extinta na natureza (vista pela última vez em 2000). Projetos de conservação da espécie tentam reproduzi-las em cativeiro para que possam ser soltas na natureza novamente. Também temos o azulão (Cyanocompsa brissonii), o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), a cutia (Dasyprocta aguti), a onça-parda (Puma concolor), o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), entre outros.
Apesar de sua importância, o bioma vem sendo degradado de forma acelerada, principalmente por conta do consumo de lenha nativa, explorada de forma ilegal e insustentável. O tráfico de animais também é um grande fator no que diz respeito a extinção em massa das espécies nativas da Caatinga. Sendo assim, medidas de conservação devem ser tomadas para que a área seja preservada; uma vez que, segunda os dados do Ministério do Meio Ambiente, aproximadamente 46% de sua área total foi desmatada.
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O Pantanal
É um bioma considerado como uma das maiores extensões úmidas do mundo. Sua área total é de aproximadamente 150.355 km², ocupando 1,76% do território nacional, sendo considerado o bioma de menor extensão territorial no Brasil.
Está localizado na Bacia Hidrográfica do Alto do Araguaia, abrangendo os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Apesar de possuir um território pequeno, a biodiversidade de animais e plantas que nele vivem é gigantesca. O bioma mantém uma grande parte da sua vegetação nativa, fator que é responsável por manter espécies que em outros biomas já estão em extinção. Existem cerca de 3,5 mil espécies de plantas, muitas com grande potencial medicinal.
Quando falamos em animais, temos as seguintes espécies registradas: 122 espécies mamíferos, 263 de peixes, 93 de répteis, 656 aves e 1.032 borboletas. Um animal considerado símbolo do Pantanal é o tuiuíu (Jabiru mycteria), que pode ser encontrado nos mais diversos habitats, com maior abundância nas áreas de savana. Outros exemplos de animais da fauna pantaneira são a Arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus), o Carcará (Carcara plancus), o jacaré-do-pantanal (Caiman yacare) e o macaco-prego (Sapajus libidinosus). Embora sua beleza natural seja exuberante, esse é mais um bioma que vem sendo degradado por ações antrópicas, principalmente a agropecuária.
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A Mata Atlântica
Esse bioma é composto por formações florestais nativas e ecossistemas associados, como o manguezal, por exemplo. Localizada na costa leste, sudeste e sul do Brasil, a mata Atlântica é considerada a segunda maior floresta em extensão do Brasil, constituída por planaltos e serras; além disso, possui rica diversidade de flora e fauna. Em relação a fauna, o bioma abriga cerca de 850 espécies de aves, 270 de mamíferos, 200 de répteis, 370 de anfíbios e 350 de peixes (COLOCAR FONTE).
Muitos animais que vivem nesse bioma são endêmicos, ou seja, só ocorrem naquela região e muitos estão ameaçados de extinção. Dentre alguns exemplos de espécies da Mata Atlântica temos: O pica-pau-de-cabeça-amarela Celeus flavescens, o araçari-banana Pteroglossus bailloni, a perereca-verde Phyllomedusa distincta, o cágado-amarelo Acanthochelys radiolata, o sagui-da-serra Callithrix flaviceps e o gato-maracajá Leopardus wiedii.
Antes das atividades e ocupações humanas, estimava-se que o território original da Mata Atlântica era de 1,3 milhões de km², abrangendo um total de 17 estados brasileiros. Segundo a organização ‘SOS Mata Atlântica’, essa área foi reduzida em mais de 85%. Os dados de desmatamento vêm aumentando com o passar dos anos.
Segundo o jornal ‘O Globo’, os desmatamentos nessas áreas aumentaram em 27,2% nos anos de 2018 e 2019, o que resultou no desaparecimento de 14.502 hectares de floresta, o equivalente a 14 mil campos de futebol!
É uma situação alarmante, uma vez que a Mata Atlântica é muito importante ecologicamente. Além de ser o habitat de milhares de animais e plantas, sua vegetação contribui na regulação do clima e na proteção do solo.
Além disso, sete das noves maiores bacias hidrográficas brasileiras estão na Mata Atlântica. Mesmo sendo um bioma protegido por lei (Lei nº 11.428/2006), a falta de fiscalização incentiva para o contínuo desmatamento, infelizmente.
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