Na última terça-feira (7), um jovem de 22 anos, estudante de medicina veterinária, deu entrada em um hospital local após ter se acidentado com uma cobra naja em Brasília – DF. Porém, o que mais chama atenção no caso é: O que uma naja fazia no Brasil?
Naja é um gênero de serpentes peçonhentas, pertencentes a família Elapidae (cobras), sendo considerada uma das cobras mais venenosas do mundo, além de ser um animal nativo da África e Ásia. Investigações conduzidas pela polícia apontam que seja um caso de tráfico de animais.
Podemos listar alguns erros que foram cometidos para que o acidente acontecesse:
• Lugar de serpente é na natureza. Por serem silvestres, não estão adaptadas para viverem em cativeiro. Um terrário não oferece ao animal tudo que ele encontra livre na natureza.
• Serpentes NÃO são animais de estimação e, também, NÃO são acessórios. Muitos criadores as mantém apenas para exibição ou por status, sem ao menos saber o comportamento e necessidades do animal. Por isso, é comum casos de tutores que são picados por suas serpentes.
• O tráfico de animais: No Brasil, a venda de serpentes venenosas é PROIBIDA. Entretanto, a comercialização desses animais é normalizada por parte população, que é a responsável pelo aumento do tráfico.
• A comercialização de animais silvestres é uma das atividades mais nocivas para esses animais, colocando em risco não só a vida e saúde dos silvestres, mas também a dos seres humanos.
Além da naja, outras serpentes foram resgatadas em Brasília e foram encaminhadas ao Zoológico local, onde passaram por exames e estão sendo cuidadas. O comércio de animais é uma prática que dever ser abolida.
