As lacraias possuem diversos segmentos no corpo, sendo cada um deles com um par de patas (podendo chegar a mais de 300 patas). Na cabeça desses animais há, além das antenas, um par de forcípulas, uma estrutura inoculadora de peçonha. No último segmento um par de patas não locomotoras (pinças), utilizadas apenas para auxiliar na captura de presas.
Esses animais são animais terrestres de hábito noturno, passando maior parte escondidos no solo, em entulhos úmidos, folhas e cascas, podendo também criar galerias para se esconder melhor. Alimentam-se basicamente de larvas de besouros e minhocas; mas algumas espécies de maior tamanho chegam a comer vertebrados como roedores e aves.
Com objetivo de paralisar a presa que lhe serve de alimentação, a lacraia captura a presa com as pinças e se curva até ela para inocular a peçonha. Caso ocorra um acidente com humanos (afinal é seu modo de defesa, caso seja perturbada), a reação é de dor intensa com duração aproximada de 24 horas, acompanhada de hipertermia e edema local. Com menos frequência, pode ocorrer necrose local com sintomas de febre, tremores, calafrios, vômito e ansiedade.



