Ouriços-do-mar


Os ouriços-do-mar são animais que pertencem ao filo Echinodermata, este nome significa espinhos na pele.
São animais bentônicos, vivem associados ao substrato do seu ambiente e possuem o corpo esférico ou achatado, com a superfície coberta  por espinhos duros, móveis e articulados que podem variar nas cores preta, roxa, verde, azul dentre outras. 
Alimentam-se de algas e detritos e são encontrados principalmente em substratos arenosos e areno-lodosos, mas também podem ser encontrado sobre rochas e em depressões nas rochas, formadas pela ação de seus espinhos e, principalmente, do aparelho raspador usado em sua alimentação chamado de lanterna-de-Aristóteles. Habitam a zona entre marés e infra litoral podendo ser encontrados até cerca de 600 metros de profundidade. Desempenham um papel muito importante nos processos bioerosivos e como regulador fitobentônico em ambientes recifais.

Podem ser consumidos como alimento por populações ribeirinhas, que em geral tem um baixo poder aquisitivo, e também vendido por preços elevados em restaurantes de origem europeia e asiática.

Cuidado! O ferimento causado pelos espinhos do ouriço-do-mar é bastante perigoso e doloroso.
Os ouriços-do-mar são animais indefesos e lentos. Ele é incapaz de lançar seus espinhos, que são fixos no corpo e, quando arrancados, causam sérios danos ao animal.
Os espinhos duros e móveis tem o tamanho variado e são presos a uma carapaça calcária rígida, cujo diâmetro varia de 7 a 15 centímetros e apresentam-se na proporção de 1 a 3 vezes o tamanho da carapaça. Entre os espinhos há pequenos prolongamentos denominados pedicelárias. Na extremidade das pedicelárias existem pequenas pinças com as quais o animal recolhe pequenos animais que ficam sobre seu corpo. No ouriço-do-mar, as pedicelárias possuem glândulas de veneno. 
Na superfície do corpo do ouriço-do-mar existem também os pés ambulacrais, por meio dos quais o animal se locomove. Os pés ambulacrais são projeções de um complexo sistema interno de canais que formam o chamado sistema ambulacral. Esse sistema começa com uma placa perfurada, situada no dorso do animal, por onde a água do mar penetra em seu corpo. A água passa por um sistema de canais dentro do animal e vai até os pés ambulacrais. Quando a musculatura existente nesses pés se relaxa, a água penetra neles, distendendo-os e quando ela se contrai, a água volta para o interior dos canais e os pés se recolhem. Esse movimento de distensão e recolhimento dos pés é que permite a locomoção do animal. Eles nunca nadam, apenas andam.



Esse animais tem sexos separados e fecundação externa, onde no período de reprodução, as fêmeas liberam para a água do mar os óvulos e os machos liberam os espermatozoides. Os óvulos produzem uma substância química que atrai os espermatozoides da mesma espécie, e é graças a este mensageiro químico que é possível, no mar, os espermatozoides encontrarem os óvulos certos! 
O desenvolvimento é indireto, depois da fecundação forma-se um ovo ou zigoto que se multiplica para originar uma larva nadadora. Mais tarde, esta lava origina um ouriço-do-mar.

Os ouriços-do-mar são lindos animais, mas podem causar ferimentos por conta de seus espinhos, por isso é importante evitar tocá-los! 

Gustavo Carvalho Maldonado
UFF - Universidade Federal Fluminense
gustavogcm1@gmail.com

Professora Larissa Rodrigues

Professora Larissa Rodrigues

O MUZEC - Museu de Zoologia e Extensão da Ciência

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