PERGUNTA: Os sapos têm aspecto asqueroso e repugnante, sendo assim, ao encontrar um deles próximo à minha residência devo mata-lo? Posso jogar sal?
MUZEC: Nãooo! Os sapos são verdadeiros controladores naturais de muitas pragas, já que podem comer até 100 insetos por dia. Se as populações de sapos fossem mais equilibradas, não teríamos tantos mosquitos transmissores de doenças como a dengue, zika e chikungunya. Portanto, quando receber a visita desse anfíbio em sua residência, não cometa o erro de jogar sal sobre ele. O sal o desidratará e matará o animal por asfixia, uma vez que as trocas gasosas ocorrem por meio da pele.
A toxina liberada pelos sapos nada mais é do que um mecanismo para se defender de um possível predador, como uma serpente, por exemplo. Quando ele se depara com uma cobra, ele levanta as patas, ficando mais esticado, parecendo maior, e inclina-se como se oferecesse as glândulas de veneno para que a cobra mordesse. Na maioria das vezes esse mecanismo funciona, pois mesmo que a cobra o morda, ela logo perceberá que ele tem um gosto desagradável, devido ao seu veneno e por esse motivo ela o soltará e, provavelmente não voltará a tentar se alimentar de um sapo novamente.
A fêmea do sapo não é a rã, nem a perereca, mas sim o sapo fêmea. Os machos possuem uma cor amarelada uniforme e são menores, já as fêmeas apresentam uma cor sépia e chegam atingir 20 cm de comprimento. Eles possuem hábito noturno, que é quando ocorre o acasalamento e se alimentam com maior frequência.
A reprodução dos sapos é bem curiosa, e ocorre em épocas chuvosas e quentes. O macho atrai a fêmea com seu canto e esse canto é reconhecido somente pela mesma espécie que o macho deseja atrair para si. Assim, a fêmea se aproxima do macho que a envolve num romântico abraço chamado “amplexo”. A fêmea carrega o parceiro agarradinho até o sítio reprodutivo aquático desejado (lagos e poças), pois é ela quem vai decidir o local para realizar deposição dos ovos. Desse modo, unidos com a cabeça posicionada para o meio terrestre e metade da estrutura corporal mergulhada, a fêmea libera seus ovócitos dentro da água, que em seguida são jateados por espermatozoides do macho. Os ovos são protegidos por uma substância gelatinosa e, após algumas semanas, eclodem os girinos.
